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terça-feira, 19 de outubro de 2010

19 de outubro

A atriz Márcia Cabrita deu uma entrevista para a revista Istoé dessa semana falando do seu tratamento. O mais curioso é que eu também conheço a repórter, já trabalhei com ela... Enfim, aqui vai o link pra quem quiser ler. E o que ela fala é bem sensato, vale a pena!

Algumas coisas são comuns aos tratamentos, pacientes e famílias. Do blog dela eu já tinha falado, mas quem não achou o link, segue aqui também.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

14 de setembro

Hoje eu estava almoçando no trabalho e assistindo "LA Ink". Para quem não conhece, é um programa muito legal de tatuagens que passa no canal Liv, a cabo. Sempre tem desenhos e idéias legais, mas um ponto em comum com os outros programas similares (Miami Ink, por exemplo) é que sempre tem tatuagens tristes: feitas para homenagear gente que já morreu, tragédias americanas... enfim, mais do mesmo.

E aí, hoje, uma moça fazia uma tatuagem grande e bonita de garça (não, eu não faria) para homenagear a amizade com sua melhor amiga. No meio do desenho, ela fala que a amiga tem Linfoma de Não-Hodgkin pela segunda vez, que da primeira ela ficou 2 anos de cama, e que por isso ela resolveu não tratar mais e simplesmente viver. Claro que as pessoas do estúdio de tattoo ficaram chocadas, mas a moça não se abateu. Na sequência, a amiga chegou para ver o presente surpresa e assinar a tattoo, e ela ficou bastante emocionada com a homenagem.

De tudo isso eu tiro duas coisas:

1) amizade e amor são tudo na vida.

2) porque alguém desiste de tratamento? A moça era nova, com aparência saudável e tudo mais. Será que não compensava mesmo fazer o tratamento e ter a oportunidade de viver mais? Será que era mais fácil mesmo deixar como está, viver bem (até quando, doutores, me digam!) até definhar e terminar assim?

Desistir nunca foi uma opção. E olha que meu Hodgkin era nível 4, foram 16 sessões de quimio... Sei que as pessoas reagem de formas diferentes ao tratamento, sei que Hodgkin é diferente de Não-Hodgkin, mas vejo também tantos exemplos entre os seguidores deste blog, de gente que não desistiu, que questiono bravamente essa moça americana e esse posicionamento.

Só pra arrematar: a quem interessar possa, estou ótima. Agora até sem port a cath! Tudo de bom e saúde a todos!

Juliana

domingo, 8 de agosto de 2010

08 de agosto

Novidades! Sexta-feira tirei o portocath! Agora estou parcialmente de repouso, lembrando de como era desconfortável dormir após a cirurgia, mas o mais legal é passar a mão e não achar mais nenhum fio passando pelo peito. Diz a médica que foi tudo bem, tive que passar a noite no hospital, saí sábado de manhã e foi isso.

Menos uma coisa a fazer. Do tratamento, agora, só exames de rotina em novembro. Depois, provavelmente, entro na fase dos exames anuais, depois a cada dois anos, e por aí vai, até parar tudo. Essa semana preciso avisar a clínica que não preciso mais fazer heparinização no acesso...

Abs, Juliana.