Eu acompanho todas as páginas no Facebook de ONGs e associações que listo aqui no Blog: Graacc, Abrale e Oncoguia. Sempre dão informações úteis em suas páginas, sites e redes sociais.
Na semana passada, a Oncoguia divulgou um post sobre como familiares podem ajudar um paciente em tratamento. Essa é uma das maiores dificuldades que existem, porque a gente nunca sabe como reagir, o que dizer, o que pode fazer.
Na série de matérias especiais do Drauzio Varella para o Fantástico, no quadro Pedra no Caminho, essa semana ele falou também sobre o papel da família e dos amigos. O link para a página está aqui, com todas as matérias e vídeos que não foram para a TV.
No final das contas, durante o processo de diagnóstico e tratamento, você descobre com quem pode contar, e as pessoas aprendem a lidar com a situação. Não se afastam; Respeitam tuas decisões e escolhas - mesmo que isso inclua continuar com a rotina de trabalho; Aprendem a falar sobre a doença, a brigar com planos de saúde e a ler resultados de exames; Aprender a ser mais delicadas, a saber a hora de falar da queda de cabelo, do eventual uso dos lenços; Aprendem a elogiar; E por estar sempre ao lado, vêem, de fato, o que acontece com a gente após 1, 2, 5, 10 sessões de quimio. Vêem as mudanças de humor, as mudanças no corpo, novas restrições, e que algumas coisas não mudam tanto assim. Eu sou eternamente grata às pessoas que sempre estiveram ao meu lado, e que não me colocaram em uma redoma ou um pedestal por estar enfrentando um linfoma. Que não me trataram como uma coitadinha ou como uma guerreira, simplesmente por eu ter lutado contra uma doença tão inesperada e chocante. Eu não sou diferente - foi uma fase, que passou, e que mês que vem comemora 5 anos de término.
Não dá pra listar todo mundo que enfrentou isso comigo. Corro o risco de esquecer de alguém, ou de trocar papéis nessa longa estrada da vida... (rs). Mas meu carinho sempre, aos amigos (4 fantásticas!), à família, ao marido, à equipe médica, a todos que me acompanharam de perto. A quem estava longe, lendo o blog, meu muito obrigada.
Em 20/11/08, fui diagnosticada com Linfoma de Hodgkin. Em junho de 2009, veio a cura. Este blog será mais uma forma de acompanhar o tratamento.
terça-feira, 10 de junho de 2014
sexta-feira, 28 de março de 2014
28 de março
De vez em quando vemos campanhas na internet que são dignas de serem replicadas, valorizadas, dignas de medalha mesmo. Li essa semana no Facebook sobre a doação de cabelos para pacientes de câncer e hoje vi outra matéria, dessa vez no blog Maternar, da Folha de S.Paulo. A Ana Carolina teve câncer de ovário aos 5 anos de idade (obs: eu também fiquei chocada com a idade dela e o tipo de câncer), enfrentou quimioterapia e perdeu os cabelos. A mãe dela achou o Cabelegria e logo a Ana tinha um cabelo lindo de novo, pra colocar presilhas e tudo mais. Pela matéria, a Ana já tinha até se resolvido muito bem com o cabelo curtinho, mas a felicidade dela ao receber a caixa é contagiante.
A matéria você lê na íntegra aqui, e diz também como ajudar o projeto. Se você chegou no blog agora saiba que, apesar das 16 sessões de quimio, eu não perdi muito cabelo. Eu não consigo doar cabelo hoje porque não tenho os 10 centímetros mínimos pra cortar e mandar, mas ajudo da maneira que posso: repassando aos leitores, aumentando o número de pessoas que sabem do projeto e que vão passar adiante, e adiante, e adiante, tanto pra quem precisa de doações quanto pra quem quer doar. Na imagem abaixo tem o link pra página do Cabelegria, pra quem quiser saber mais.
Um abraço!
A matéria você lê na íntegra aqui, e diz também como ajudar o projeto. Se você chegou no blog agora saiba que, apesar das 16 sessões de quimio, eu não perdi muito cabelo. Eu não consigo doar cabelo hoje porque não tenho os 10 centímetros mínimos pra cortar e mandar, mas ajudo da maneira que posso: repassando aos leitores, aumentando o número de pessoas que sabem do projeto e que vão passar adiante, e adiante, e adiante, tanto pra quem precisa de doações quanto pra quem quer doar. Na imagem abaixo tem o link pra página do Cabelegria, pra quem quiser saber mais.
Um abraço!
Ontem à noite o céu ganhou mais uma estrelinha. Angelita brigou contra um câncer de mama e suas metástases o quanto pôde, mas nem sempre a gente tem finais felizes na história, né? Vai lá, Angelita, virar anjo da guarda.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
14 de janeiro
A essa altura do campeonato já passaram as festas, Natal e Ano Novo, a comilança e o champanhe e todo mundo já voltou a trabalhar... A essa altura do campeonato eu já fiz os exames que citei no último post, já fui na médica mostrar os resultados (dia 09) e já estou em contagem regressiva para alta ampla, geral e irrestrita. E entre um post e outro, a gente acha umas bobagens na internet...
A última é de que consumir limão congelado é mais eficaz que a quimioterapia. Limão é bom pra muita coisa, mas dizer que congelado (e tomado como raspadinha) é melhor que remédio é demais. Boatos e invencionices aparecer todos os dias, soluções milagrosas também. Não, isso não existe. Dr Google te ajuda a buscar respostas e também te ajuda a localizar esta e outras bobagens que lemos por aí.
Alguns ingredientes podem, até, atrapalhar o tratamento. Verifique sempre com seu médico se há restrições alimentares, além das que já conhecemos (evitar alguns alimentos crus, como peixe, pra não pegar infecções e judiar ainda mais do organismo, que pode estar debilitado). No site da Abrale tem esse link interessante sobre alimentação, pode ajudar.
Enfim. Não faça nada extremo ou muito diferente sem consultar seu médico. E eu fico por aqui torcendo pra todo mundo que estiver em tratamento, que sua próxima ressonância tenha uma frase como essa (que chegou dia 23/12, aliás. Presentão de Natal):
A última é de que consumir limão congelado é mais eficaz que a quimioterapia. Limão é bom pra muita coisa, mas dizer que congelado (e tomado como raspadinha) é melhor que remédio é demais. Boatos e invencionices aparecer todos os dias, soluções milagrosas também. Não, isso não existe. Dr Google te ajuda a buscar respostas e também te ajuda a localizar esta e outras bobagens que lemos por aí.
Alguns ingredientes podem, até, atrapalhar o tratamento. Verifique sempre com seu médico se há restrições alimentares, além das que já conhecemos (evitar alguns alimentos crus, como peixe, pra não pegar infecções e judiar ainda mais do organismo, que pode estar debilitado). No site da Abrale tem esse link interessante sobre alimentação, pode ajudar.
Enfim. Não faça nada extremo ou muito diferente sem consultar seu médico. E eu fico por aqui torcendo pra todo mundo que estiver em tratamento, que sua próxima ressonância tenha uma frase como essa (que chegou dia 23/12, aliás. Presentão de Natal):
Abs, Juliana
Assinar:
Postagens (Atom)


