Fonte: Blog Mulher 7x7, Revista Época.
Em 20/11/08, fui diagnosticada com Linfoma de Hodgkin. Em junho de 2009, veio a cura. Este blog será mais uma forma de acompanhar o tratamento.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
domingo, 20 de novembro de 2011
20 de novembro
No dia 20 de novembro de 2008, há 3 anos, eu estava em um hospital aguardando o resultado da biópsia. Era acompanhada até então pelo dr Leonardo. Em instantes, eu conheceria a doutora Mariana Oliveira e receberia o diagnóstico de Linfoma de Hodgkin. Não é bobagem ou lugar comum dizer que uma coisa dessas muda a vida da gente. Pacientes e familiares sabem disso. E por uma ironia desagradável do destino, hoje também é aniversário do meu marido, o Flávio. Que estava do meu lado quando a dr. Mariana entrou e disse que era linfoma, que eu tinha que começar ontem a quimio e que não haveria tempo nem de pensar em congelar óvulos para proteger uma futura gravidez. Não dava tempo nem de programar nada. Era só o tempo de pensar como seria aquela semana, que eu não ia voltar ao trabalho, que eu tinha que marcar a primeira sessão de quimio, que eu tinha que avisar o resto da família, e como seriam aquelas 16 sessões de quimioterapia, e como meu corpo ia responder a isso.... E o choro veio compulsivo.
Isso foi há 3 anos. Se antes o dia 20 de novembro significava o dia do aniversário do meu marido, será também sempre lembrado como o dia do diagnóstico. Da mesma forma que o dia 04 de dezembro marca a primeira quimio, que o dia 16 de julho é o último, e o post de 20 de julho de 2009 é de celebração total. É a cura.
Tudo o que eu desejo nesse dia é que todos que estão em algum hospital, em alguma clínica, que estejam em tratamento, não desistam. Seja com transplante, seja com quimio, com rádio, o que for, que a cura venha. E venha completa, superando qualquer dificuldade anterior. Que o tempo entre o diagnóstico e a cura seja cada vez mais curto. E que tudo, no final, acaba bem.
Beijo, Juliana
Isso foi há 3 anos. Se antes o dia 20 de novembro significava o dia do aniversário do meu marido, será também sempre lembrado como o dia do diagnóstico. Da mesma forma que o dia 04 de dezembro marca a primeira quimio, que o dia 16 de julho é o último, e o post de 20 de julho de 2009 é de celebração total. É a cura.
Tudo o que eu desejo nesse dia é que todos que estão em algum hospital, em alguma clínica, que estejam em tratamento, não desistam. Seja com transplante, seja com quimio, com rádio, o que for, que a cura venha. E venha completa, superando qualquer dificuldade anterior. Que o tempo entre o diagnóstico e a cura seja cada vez mais curto. E que tudo, no final, acaba bem.
Beijo, Juliana
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
13 de outubro
Oi.
É, eu sei, faz tempo que não escrevo. Quase dois meses. Desde então, pouca coisa mudou. Mas tive essa inspiração, por assim dizer, hoje, quando navegava no meu Facebook - Redes Sociais fazem parte do meu trabalho diário, intensamente, das mais variadas formas. E aí eu vi o depoimento do Gianecchini sobre o Hodgkin dele (clique para assistir):
É, eu sei, faz tempo que não escrevo. Quase dois meses. Desde então, pouca coisa mudou. Mas tive essa inspiração, por assim dizer, hoje, quando navegava no meu Facebook - Redes Sociais fazem parte do meu trabalho diário, intensamente, das mais variadas formas. E aí eu vi o depoimento do Gianecchini sobre o Hodgkin dele (clique para assistir):
Diagnóstico. Essa palavra complicada, que assusta, tem esse suspense até sair o resultado - e olha que o dele demorou 1 mês, que aflição! O meu veio em quase 1 semana. O dia que a Dra entrou no quarto do hospital e confirmou o Hodgkin é praticamente um divisor de águas, é a tal linha da vida que tenho na mão com uma interrupção no caminho.
Uma outra coisa que me chama a atenção é o trabalho de algumas instituições nas redes sociais. Acompanho a Abrale e o Movimento contra o Linfoma no Facebook e no Twitter. A Oncoguia também tem uma série de blogs associados no site, além do Twitter e do Facebook. O melhor de trabalhar com as redes sociais é o compartilhamento de informações, experiências, o suporte que se tem de gente que pode estar do outro lado do mundo, mas que vai na tua página dar uma força ou procurar ajuda - a quantidade de visitantes que passam por aqui procurando pra saber de contagem de leucócitos é grande, assim como o uso do granulokine. Por essas e outras eu mantenho o blog. O mundo virtual não substitui o real, mas é de grande e inestimada valia.
#2anosdecura - e contando...
Juliana
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