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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Obrigada, obrigada

Não, não há novidades sobre o tratamento ou na rotina. Este post é só para agradecer as visitas e as mensagens deixadas nos comentários.

Não quero nem agradecer citando os nomes para não correr o risco de ser injusta com alguém, mas para todos que acessam o blog, se interessam e torcem por mim, MUITO OBRIGADA.

Beijos, Juliana.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

26 de janeiro

Mais um hemograma hoje de manhã. Após 3 doses de Granulokine, leucócitos em 7.900 e neutrófitos em 6.000 - não será preciso tomar novas doses essa semana. Vamos dizer que meu corpo produziu células brancas loucamente durante o final de semana, e deu pra sentir isso na pele - literalmente!

Explico: um efeito colateral do Granulokine é dor. Nada absurdo, está mais para incômodo e pode ser tratado com analgésico. A dor é em alguns ossos, por causa da produção de células brancas. Esta é a segunda vez que tomo o remédio: da primeira vez, a dor foi mais nos ombros, costas e cabeça do fêmur, e passou rapidinho. Desta vez a dor ficou nas costas, desde o pescoço. A pele da região fica sensível como quando ficamos muito tempo no sol. Nada que me impeça de fazer minhas coisas, passear, enfim.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

23 de janeiro

Ontem foi o dia da 4a sessão de quimio. Correu tudo bem, mas vou ter que tomar mais uma série de Granulokine, ou seja, minha imunidade está baixa o suficiente para precisar do remédio e não poder frequentar lugares fechados como cinema e transporte público, pois qualquer gripezinha pode atrapalhar bastante.

Explico: alguns índices do sangue devem estar bons para que a sessão ocorra, principalmente nas células brancas. Há os leucócitos e os neutrófitos. Os leucócitos devem estar acima de 4.500 - hoje estão em 2.800; os neutrófitos devem estar sempre acima de 1000, de preferência acima de 1274 (45,5%) - hoje está em 1092, ou 39%. Assim que eu souber a importância deles eu posto aqui.

Outras coisas também não são nada compreensíveis. O convênio tem arcado com todas as despesas - exceto o remédio preventivo, de que já falei anteriormente - mas não dá pra entender porque cobre apenas 1 agulha para cada sessão. Se eu precisar usar uma segunda agulha, tenho que pagar R$ 25,00. Já é a segunda que preciso, em 4 sessões - nesse ritmo, vou gastar 200 reais com a brincadeira. Tá, eu sei, esse valor é praticamente nada se comparado ao custo do tratamento, mas já que pagamos, eu e a G&A, um convênio decente, porque não incluir uma agulha a mais no tratamento?

Além disso, muita gente não entende a dinâmica de uma sessão de quimioterapia. É basicamente ficar sentadinha em uma poltrona confortável por cerca de 3 horas tomando remédios na veia. São 4 remédios, e no meu caso a cada 15 dias. Estar na clínica não me impede de falar ao telefone, acessar a internet, jogar no celular e até trabalhar, se preciso for. Ontem tentava acompanhar uma palestra do Campus Party sobre RP 2.0, que começaria às 17 horas. O Flávio estava comigo e tentava saber, pelo Twitter, se a palestra estava confirmada. E não é que uma pessoa ficou indignada, também no Twitter, por saber que o Flávio estava mais preocupado com o Campus Party do que comigo?

Pra começo de história o Flávio não estava mais preocupado com o evento do que comigo. Além disso, essa pessoa deve desconhecer meu tratamento e não é minha colega, apesar de também ter trabalhado com tecnologia. Recebo inúmeras mensagens de apoio de jornalistas mais próximos, principalmente quando chegam pelo Flávio, e não deixo de agradecer. Todos tem o direito de esclarecer suas dúvidas quanto ao tratamento, e estou à disposição para tirar alguns estigmas da "doença maldita". Dito isso, e a explicação acima, eu e o Flávio não precisamos nos privar do mundo lá fora enquanto estamos na clínica, ou seja, sim, queríamos assistir à palestra pela internet (obs: saímos de lá antes que ela começasse, pois atrasou bastante...). Portanto, antes de criticar nosso jeito de lidar com a doença e com o tratamento, sugerimos buscar informação - quer saber como eu estou, escreva, ligue, seja lá o que for. Mas não tire conclusões precipitadas, informe-se. Ou essa pessoa criticante espera o quê, que eu fique infurnada em casa, viva em função disso, que eu tenha vida e cara de doente? Felizmente, tenho muita gente à minha volta que me ajuda a ter a vida mais normal possível, tanto na família, quanto no trabalho e principalmente em casa. E não pretendo mudar isso por causa de uma crítica infundada. Só pra dar um exemplo, hoje estou trabalhando em casa, e o Flávio foi pra Campus Party de tarde. Ontem tive bastante sono, algum enjôo, e hoje o mal estar foi pequeno o suficiente para que ele esteja confiante em sair. Claro que se eu estivesse pior ele não teria feito isso.

Próxima sessão, 05/02 (sessão 05 de 16)